Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

MARA KRAMER ARQUITETA

A gênese do Movimento Moderno na arquitetura

26/10/20 19:31:14 | Atualizado em: 26/10/20 19:32:40

O Movimento Moderno na Arquitetura é a resposta da arquitetura a um mundo novo, e se torna realidade no século XX. Enquanto tempo é difícil determinar quando estas mudanças iniciaram, porém é possível identificar alguns vetores que foram fundamentais para que ela ocorresse. Quanto aos lugares onde estas mudanças ocorreram, pioneira e definitivamente, também é possível determinar.

Os acontecimentos mais importantes deste processo ocorreram na Inglaterra, França, Alemanha, Holanda e EUA. Em meados do séc. XVIII na Inglaterra inicia a 2ª Revolução Industrial, após uma primeira  formulação de fabricas manufatureiras, de produção em série.

A segunda revolução tem como base a mecanização a partir da criação do máquina a vapor. A força motriz da fabricação deixa de ser os braços humanos, para ser gerada na queima do carvão que faz a máquina funcionar.

Com a exigência de grande número de trabalhadores na indústria ocorreu o êxodo rural, derivando no crescimento das cidade e suas consequências, o trabalho assalariado, a especialização do
trabalho, entre outras importantes alterações sociais e econômicas.

No final do século XVIII, exatamente em 1789, adveio a Revolução Francesa, uma revolução de
cunho sociopolítico, que derruba a monarquia e com ela o Antigo Regime (poder monárquico,
economia comercial, espaço rural).

Obtendo a vitória, a burguesia propõe a democracia (poder representativo), economia liberal (propriedade privada, livre mercado), e espaço urbano. Estas duas revoluções foram fundamentais para o avanço tecnológico, científico e social que temos hoje, e são produto de séculos de reflexões, debates, lutas e fatos realizados por muitos pensadores,
filósofos, cientistas, artistas, arquitetos, etc.

Este mundo novo deve ter uma representação artística, uma arquitetura que lhe represente. As
artes do passado já não expressam a vida e o pensamento do homem/mulher do século XIX.

Vários grupos de estudo foram criados, artigos, revistas e livros publicados, intelectuais e artistas
refletiram, pesquisaram e construíram teses a respeito, decisões governamentais foram tomadas
na busca da melhor expressão para aquela atualidade. 

Entre os movimentos, citamos: Arts and Crafts, November Grupe, Deutsche Werkbund, Nova Objetividade (Neue Sachichkeit), Neoplasticismo, Construtivismo, Impressionismo, entre outros.

No setor da construção civil a Revolução industrial propiciou o melhor aproveitamento do ferro, e o
tratamento industrial do vidro e do concreto, tornando-o armado. Estes novos material contribuíram
para uma nova forma de fazer arquitetura.

O ferro fundido ou laminado, e o vidro plano serão os materiais principais do início das mudanças ainda no séc. XIX, e o concreto e vidro tomarão o protagonismo no séc. XX.

Em um primeiro momento a engenharia obteve melhores resultados com os materiais agora industrializados, mas no final do séc. cria-se o movimento denominado Escola de Chicago nos EUA, no qual a busca dos arquitetos Louis Sullivan, Dankmar Adler, Richardson, entre outros, por uma linguagem que corresponda à nova realidade avança.

Na Europa, como consequência do debate realizado vemos a criação de uma escola que se propõe a decifrar o dilema arteXartesanatoXproduto industrializado, e, paralelamente, construir um método de ensino que una estas experiências em nome da racionalização e qualificação da indústria.

Esta escola é a Bauhaus, que funcionou entre 1919 e 1933 e estabeleceu parâmetros importantes para o desenvolvimento de uma nova linguagem arquitetônica que surge já na década de 20 com
arquitetos como Walter Gropius, Mies van der Rohe, e Le Corbusier na Europa e Frank Lloyd Wrigth
nos EUA.