Publicidade

IMPASSE

Sindicatos decidem não abrir mão da data-base na próxima folha

Governo diz que não pode pagar

19/05/16 15:11 | Atualizado em: 19/05/16 15:11

Cerca de 30 sindicatos representantes dos servidores públicos se reuniram durante a manhã desta quinta-feira, 19 de maio, na sede da Asmir (Associação dos Militares da Reserva, Reformados, da Ativa e seus Pensionistas do Estado do Tocantins), decidiram que não vão abrir mão de receber a data-base de 2016 na próxima folha, como determina a lei. Além disso, os servidores públicos exigem o pagamento imediato do retroativo da data-base de 2015, que, conforme lei aprovada na Assembleia Legislativa, deveria ter começado a ser pago em 12 parcelas em janeiro deste ano, o que não ocorreu.
“Nós não estamos pedindo nenhum favor. Apenas queremos o cumprimento da lei. O governo tem obrigação de cumprir a lei. Para isso, que encontre soluções para a economizar, reduzindo cargos de confiança, contratos temporários, alugueis desnecessários, contratação de empresas que não precisa. Há muita gordura para cortar e não podemos aceitar a mesma justificativa de não ter dinheiro”, explicou o presidente da Fesserto (Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins), Carlos Augusto Melo de Oliveira (Carlão).
Por lei, o governo deve incorporar a data-base de 2016 já na próxima folha, o que corresponderá a 9,8307% a mais nos salários de cada um dos 35 mil servidores públicos estaduais. Além disso, o governo deveria ter começado a pagar retroativos da data-base de 2015 em 12 parcelas com a primeira paga em janeiro, o que não ocorreu.
Na reunião, a Federação, os sindicatos e as associações presentes marcaram, para a próxima semana, o lançamento do Musme-TO (Movimento de União dos Servidores Civis e Militares do Estado do Tocantins). O evento de lançamento deve ocorrer na quarta-feira, 25 de maio.
O movimento tem o objetivo de unir todas as entidades sindicais na luta pelo sus direitos. Outra definição da reunião foi que toda e qualquer discussão sobre data-base será feita em conjunta pelas entidades. “Nós estamos com um conceito de união total. Não vamos nos dividir e não vamos abrir mão dos nossos direitos previstos em lei. Data-base não é aumento, é reposição inflacionária”, destacou o presidente Carlão.
Caso o pagamento da data-base não ocorra imediatamente, os sindicatos e associações já acertaram assembleias gerais conjuntas de todas as suas categorias no dia 11 de junho.