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ESTADO

Proposta do governo sobre data-base decepciona servidores

Pagamento ficaria para 2017

19/05/16 08:06 | Atualizado em: 19/05/16 08:06

A proposta do governo de empurrar o pagamento da data-base de 2016 para o próximo ano (sem sequer um mês definido) e parcelar o já parcelado percentual atrasado da data-base de 2015 em até 24 vezes foi considerada totalmente decepcionante pelos representantes da Fesserto (Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos do Tocantins) e das mais de 30 entidades sindicais de funcionários públicos. No final da manhã desta quarta-feira, 18 de maio, essa proposta que foi relatada pelo secretário-geral de Governo do Estado, Lívio Carneiro de Queiroz, aos sindicalistas.
Nesta quinta-feira, os presidentes das entidades se reúnem, na sede da Asmir (Associação dos Militares da Reserva, Reformados, da Ativa e seus Pensionistas do Estado do Tocantins), para debater o que o governo apresentou e definir os próximos passos. Inicialmente,  clima é de desalento e decepção total.
Por lei, o governo deve incorporar a data-base de 2016 já na próxima folha, o que corresponderá a 9,8307% a mais nos salários de cada um dos 35 mil servidores públicos estaduais. Além disso, o governo deveria ter começado a pagar retroativos da data-base de 2015 em 12 parcelas com a primeira paga em janeiro, o que não ocorreu.
“O governo não está fazendo o seu dever de casa, não cumpre as leis, não cumpre os acordos com o funcionalismo e sempre apresenta as mesmas desculpas”, destacou o presidente da Fesserto (Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Tocantins), Carlos Augusto Melo de Oliveira (Carlão).
Durante a reunião, alguns sindicalistas fizeram firmes cobranças ao governo, que tem gasto muito com nomeações de cargos de confiança, contratação de pessoas com contratos temporários, alugueis desnecessários, desvio sem justificativa plausível de função de servidores estaduais, entre outros problemas que ampliam os gastos do governo.