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CRIME

Inquérito mostra que marido matou professora Heidy em Palmas

Após cometer o crime ele tomou banho no banheiro da suíte

26/02/15 16:09 | Atualizado em: 26/02/15 16:09

O delegado Sérgio Kennep divulgou no final da tarde desta quinta-feira o resultado do inquérito da morte da professora Heidy Aires Leite.

 

De acordo com o delegado, as investigações mostraram que a professora, que foi assassinada em dezembro com quatro facadas, foi morta pelo ex-marido Alan Moreira.

 

O delegado explicou que o ex-companheiro da vítima teria cometido o crime e após a execução teria usado o banheiro da suíte para se lavar. “Nós encontramos vestígios na encanação e na válvula do chuveiro, além disso ele tinha arranhões nos braços causados pela tentativa da vítima em se defender”, disse ele.

 

Kennup explicou que o acusado, após cometer o crime e se lavar, voltou para Gurupi com a intenção de criar um álibi. Alan Moreira irá responder o processo em liberdade por ser réu primário e manter emprego e residência fixa. Ele pode ir a juri popular e pagar até 20 anos de cadeia.

Segundo apontaram as investigações, Allan planejou o crime, nos mínimos detalhes, inclusive deixando seu aparelho celular em Gurupi, enquanto se deslocava para Palmas a fim de cometer o assassinato. Ao chegar à Capital, na noite do dia 05 de dezembro de 2014, o homem montou uma vigília na frente da casa da esposa e esperou outro indivíduo sair da residência para que adentrasse e cometesse o crime.
 Após desferir quatro golpes de faca, que atingiram o pescoço e o tórax da vítima, o acusado tomou banho na suíte do quarto do casal, onde posteriormente foram encontrados vestígios de sangue no ralo, bem como, no registro do chuveiro. “Há várias contradições nas declarações prestadas pelo marido da vítima e, após uma minuciosa investigação, a equipe da DHPP, conseguiu encontrar muitos pontos conflitantes e que não se encaixavam nos relatos fornecidos por Allan e, desta forma, conseguimos estabelecer uma linha investigativa que o aponta como o autor do homicídio” pontuou o delegado.  
Segundo Kenupp, as provas colhidas durante a investigação são mais do que suficientes para determinar a autoria do crime. “Embora o Allan não tenha colaborado com as investigações, se recusado a fornecer material genético para exames periciais, além de não conseguir explicar a origem de lesões que o mesmo tinha pelo corpo, poucos dias depois do crime, há provas suficientes para indiciá-lo por homicídio qualificado” ressaltou o delegado.
 O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público Estadual, que decidirá se oferece denúncia contra Allan Moreira Borges.
 
Relembre o caso
A professora Heidy Aires Leite Moreira Borges foi encontrada morta, na noite do dia 06 de dezembro de 2014, em sua casa localizada na quadra 1204 Sul, em Palmas. Ela era professora de uma escola municipal da região norte da capital. Segundo alguns relatos, como ela ficou um longo período sem atender as ligações direcionadas para seu aparelho celular, parentes e amigos estranharam o fato e decidiram ir até a residência da professora. Ao chegarem ao local, eles arrombaram o portão e a encontraram, caída no chão do quarto, já sem vida e com marcas de perfurações pelo corpo.