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DESONESTIDADE E DESORGANIZAÇÃO

221 mil aposentados do INSS receberam auxílio indevidamenete e MPF investiga

08/07/20 10:26:06 | Atualizado em: 08/07/20 10:26:06

Cerca de 221,3 mil aposentadas e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) receberam pagamentos indevidamente, do auxílio emergencial de R$ 600, programa criado pelo governo em meio à crise para socorrer a quem mais precisa.

De acordo com a apuração da corte, ao menos 221 mil pagamentos foram feitos indevidamente aos aposentados e pensionistas do INSS até abril, no valor total de R$ 141,6 milhões. Já os recursos gastos com mortos chega a R$ 11 milhões.
O levantamento consta de auditoria preliminar feita pelos técnicos do TCU (Tribunal de Contas da União).

Não vai passar impune

O TCU enviou ao enviar ao Ministério Público Federal uma lista com os beneficiários que supostamente cometeram fraudes para receber indevidamente o auxílio emergencial de R$ 600.

Diante das graves irregularidades, o ministro relator do processo, Bruno Dantas, decidiu enviar os “casos mais escandalosos” ao MPF (Ministério Público Federal) para que os beneficiários sejam processados criminalmente.

Ainda há uma chance de devolver?

Aposentados e pensionistas do INSS que receberam indevidamente ainda tem tempo para devolver a grana. O tem um site para quem quiser devolver o auxílio emergencial no valor de 600 reais. O endereço é devolucaoauxilioemergencial.cidadania.gov.br.

Para devolver o benefício basta inserir o CPF e emitir uma guia de recolhimento com código de barras que pode ser paga nos canais de atendimento do Banco do Brasil, como a internet, terminais de autoatendimento, além dos guichês de caixa das agências.

Mortos receberam auxílio R$600

Ainda de acordo com o relatório do TCU, 17 mil pessoas mortas receberam o auxílio. De acordo com o relatório, São Paulo lidera o ranking dos estados que tiveram mais mortos recebendo a ajuda do Governo, somando 2.674 beneficiários. Em Minas Gerais, 1.761 mortos também foram contemplados com o auxílio, seguido por Ceará com 1.561, Bahia com 1.358, Pernambuco com 1308 e Maranhão com 1.299. Na soma destes seis estados está concentrado 58%, R$ 6,4 milhões de pagamentos designados a pessoas falecidas no país.