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HANSENÍASE

Semus realiza campanha Janeiro Roxo

09/01/20 14:12:03 | Atualizado em: 09/01/20 14:12:03

O primeiro mês do ano foi escolhido para dar maior visibilidade e conscientizar a população sobre a hanseníase, um problema de saúde que ainda envolve mitos e preconceitos. O Janeiro Roxo é uma campanha educativa que tem como finalidade chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce, do tratamento e do controle da doença, além de esclarecer sobre os sinais, sintomas e formas de transmissão.

Segundo a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), o Brasil ocupa o segundo lugar em número de casos, ficando atrás apenas da Índia. O Tocantins é localizado em uma região considerada endêmica por causa da elevada incidência da doença. Em Palmas, no ano de 2018 foram notificados 888 casos, dos quais 784 novos. Já em 2019, somaram 796 notificações, sendo 681 casos novos.

Para o coordenador técnico da Área de Hanseníase de Palmas, Pedro Paulo dos Santos, os números são expressivos e revelam que o Município é uma área hiperendêmica, onde já foram registrados mais de 200 casos por 100 mil habitantes. Entretanto, o profissional esclarece que o alto índice de detecção não é um fator negativo. Ao contrário, significa que a doença está sendo descoberta entre as pessoas que eram portadoras da hanseníase e sequer sabiam de qual patologia sofriam e permaneciam em um ciclo de transmissão.

Palmas é considerada uma referência no diagnóstico, tratamento e no controle da hanseníase. Isso se deve aos programas de capacitação que os profissionais da rede municipal de saúde tiveram acesso nos últimos anos. Todos os 34 centros de Saúde da Comunidade da Capital possuem equipes multiprofissionais aptas a realizar exames para diagnosticar a doença, além de oferecerem acompanhamento e tratamento com medicações gratuitas.

O que é hanseníase?

É uma doença infecciosa e contagiosa, que causa manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele. Pode ocorrer também alteração na sensibilidade da pele ao calor, frio, dor e ao toque. É comum ter a sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades e pode haver diminuição do suor e de pelos. A doença pode provocar o surgimento de caroços e placas em qualquer local do corpo e diminuição da força muscular.

De onde vem a doença?

A hanseníase não é hereditária. É causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e sua transmissão acontece de pessoas doentes sem tratamento para pessoas saudáveis, pelas vias aéreas superiores (tosse, espirro, fala).

Como é feito o diagnóstico da hanseníase?

O diagnóstico precisa ser feito o quanto antes. A doença pode ser diagnosticada em uma consulta médica em consultório ou ambulatório. O médico analisa lesões na pele com manchas e alterações neurológicas específicas (dormências e formigamentos). Todas as pessoas que convivem ou conviveram com o paciente de hanseníase devem ser examinadas.

Hanseníase tem cura?

Sim, a hanseníase tem cura. Quanto mais cedo o tratamento, menores são as agressões aos nervos e é possível evitar complicações. O paciente que inicia o tratamento não transmite a doença a familiares, amigos, colegas de trabalho ou escola.