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Tocantins

Assembleia aprova requerimento e convoca presidente da Adapec para discutir agrotóxicos

09/10/19 15:17:52 | Atualizado em: 09/10/19 15:17:52

Os deputados estaduais aprovaram esta semana um requerimento do deputado Zé Roberto (PT) que convoca o presidente da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Alberto Mendes da Rocha, a prestar esclarecimentos sobre o uso de agrotóxicos no Tocantins. A convocação está agendada para o dia 23 de outubro.

Em setembro a Assembleia realizou uma audiência pública para debater os impactos do uso de agrotóxicos no Tocantins. A discussão reuniu representantes do setor agrícola e órgãos públicos estaduais.

O debate foi provocado por meio de projetos do deputado que tratam da instituição da Política Estadual de Redução de Agrotóxicos (Peara), bem como da proposta de fiscalização e controle de agrotóxicos estabelecendo critérios para evitar o uso indiscriminado de venenos na agricultura.

Para os parlamentares, a intenção é conscientizar a sociedade acerca do uso de defensivos agrícolas em lavouras, além de prevenir os efeitos nocivos ao meio ambiente e à população que consome os alimentos.

Presente à audiência, o procurador-chefe da República no Tocantins, Álvaro Manzano, lamentou a forma desordenada como agrotóxicos são comercializados, facilitando a venda de produtos clandestinos, sem inspeção. “A redução de restrições desse comércio é a nossa grande preocupação. São produtos nocivos que geram impacto negativo na saúde pública. Por isso, temos de analisar o contexto geral, não adianta o Estado ter ganhos em determinado setor econômico com a expansão do agronegócio, se não combater esse comércio ilegal e precisar gastar mais com saúde pública porque a população consome água e alimentos contaminados,” justificou.

Em defesa dos produtores, o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho no Estado (Aprosoja), Dari Fronza, disse que o uso de defensivos agrícolas é feito com responsabilidade e supervisão técnica. Ele garantiu que existe controle na dosagem de veneno contido nos produtos, bem como da área aplicada nas plantações, pois, segundo argumentou, é de interesse dos produtores a qualidade dos alimentos. “Praticamos uma agricultura responsável. Nenhum agricultor quer usar agrotóxico, se não for extremamente necessário. São produtos caros”, afirmou.

Entre os aspectos positivos da expansão do agronegócio, foram citadas a geração de emprego e renda, a redução da desnutrição com a comercialização de alimentos saudáveis e baratos, além da exportação de produtos para outros países. “A prova de que somos cuidadosos com a aplicação de defensivos agrícolas é o crescimento da exportação. Como venderíamos para 60 países se nossos produtos fossem envenenados? Temos garantia do controle de qualidade,” afirmou Dari.