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Política

Justiça decide manter prisão temporária de primo de Marcelo Miranda, Luciano de Carvalho

04/10/19 10:31:37 | Atualizado em: 04/10/19 10:31:37

A Justiça Federal decidiu manter o primo do ex-governador Marcelo Miranda, Luciano de Carvalho Rocha preso temporariamente, por mais três dias. Conforme a decisão da justiça, o pedido foi realizado pela Polícia Federal. Luciano teria criado impedimentos para a apuração dos fatos que a operação Urutau investiga. A estimativa da PF é que ele tenha causado prejuízos aos cofres públicos no valor de R$ 50 milhões. 

A operação deflagrada nesta semana prendeu Guilherme Costa de Oliveira e Kamile Oliveira Salles e Luciano de Carvalho. Em audiência de custódia a Justiça liberou Guilherme e Kamile por entender que os esclarecimentos necessários foram prestados e determinou que Luciano continuasse preso. Para a Justiça ele teria colaborado com a lavagem de dinheiro ilícito de Miranda, e controlava uma empresa em nome de um suposto laranja. 

O grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa voltada à prática de desvio de recursos públicos e de lavagem de capitais por meio da utilização de 'laranjas' e 'testas-de-ferro', com objetivo de dissimular ou ocultar a origem ilícita dos recursos e a real propriedade de bens e empresas.

Segundo a Polícia o grupo lavava dinheiro para a família Miranda. Aproximadamente 15 policiais cumprem em Palmas quatro mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária, todos expedidos pela 4ª Vara Federal. A investigação teve início com o desdobramento da operação “Reis do Gado”, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2016.

Segundo a PF a ação visa aprofundar as investigações, tendo como foco um dos eixos da organização criminosa, consistente no desvio de dinheiro oriundo de contratos públicos, além de ativa participação no processo de lavagem desses recursos, falsificando documentos e utilizando-se de empresas em nome de “laranjas” ou “testas-de-ferro”. O valor total dos contratos públicos ligados às empresas deste eixo pode ultrapassar R$ 50.000.000,00.

A investigação foi revelada pelo delator Alexandre Fleury Jardim em uma delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os desvios investigados na operação eram feitos por meio das construtoras WTE Engenharia e Construarte, que tem ligação com a família do ex-governador e tinham contratos milionários com o governo estadual durante sua gestão.