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Tocantins

Dimas, Laurez e parlamentares criticam suspensão de incentivos estaduais a frigoríficos

Prefeito de Gurupi e de Araguaína comentaram decisão do governo que suspende benefícios fiscais dados ao setor; para gestores, medida pode trazer impacto negativo na economia

04/10/19 09:07:52 | Atualizado em: 04/10/19 09:08:34

A suspensão de incentivos fiscais para frigoríficos na última segunda-feira, não repercutiu apenas na Assembleia Legislativa. O prefeito de Gurupi, Laurez Moreira, enviou nota à imprensa contestando a portaria publicada pelo governo estadual.

"A decisão do Governo de suspender os benefícios fiscais concedidos aos frigoríficos do Estado é preocupante, pois tem como consequência a elevação da carga tributária, bem como do preço do produto para o consumidor final, que afetará todo o Tocantins", diz a nota. 

A portaria 1.216 de 2019, surpreendeu o setor de carnes no Tocantins e repercutiu também na Assembleia por conta da preocupação dos parlamentares com o impacto negativo da medida na economia, podendo, segundo eles, afetar empregos e provocar o aumento do preço da carne no Estado.

"Entendo que o momento não é o ideal para que o Governo retire esses incentivos, o Tocantins respira o agronegócio e essa decisão irá afetar diretamente o desenvolvimento socioeconômico de nosso Estado. Solidarizo-me com todos os frigoríficos e ressalto que o Tocantins está em expansão e precisa de incentivos e políticas que gerem mais empregos e consolidem a sua industrialização e o aumento da carga tributária vem na contramão dessas medidas", pontua a nota.

O prefeito de Araguaína, conhecida como a capital do Boi Gordo no Tocantins, Ronaldo Dimas, também criticou a decisão do governo. Ao portal AFNotícias, Dimas criticou a falta de diálogo do governo com o setor e disse "temer que esse tipo de atitude afugente os investidores do Estado, devido à quebra de confiança e segurança jurídica". 

Líder do governo na Casa, Gleydson Nato (PHS) esclareceu que o ato tem o objetivo de corrigir as disparidades entre os setores. “O Governo está revendo acordos feitos pelas gestões passadas que trouxeram prejuízos à economia e injustiça entre os setores. A intenção não é aumentar impostos nem promover o desemprego, mas continuar gerando crescimento econômico, emprego e renda. Por isso, o Governo vai sentar e dialogar com as classes empresariais para discutir uma solução justa, que garanta o desenvolvimento do Estado”, justificou.