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Tocantins

Segundo Secretaria de Saúde problemas encontrados pelo MPE no HPG são 'pontuais e não condiz com realidade'

02/10/19 16:39:46 | Atualizado em: 02/10/19 16:39:46

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) por meio do Hospital Geral de Palmas (HGP), justificou a divulgação, por parte do Ministério Público Estadual (MPTO), dos problemas que estão passando a unidade. Uma vistoria do órgão constatou pacientes em macas espalhadas pelo corredor central, falhas na escala, falta de medicamentos e profissionais.

Segundo o MPTO a fiscalização faz parte da rotina de trabalho das promotorias de saúde da capital e visa acompanhar a qualidade da prestação de serviços de saúde no maior hospital público do Estado. A situação foi flagrada pelo promotor de Justiça Thiago Ribeiro Franco Vilela neste mês.

A principal queixa dos pacientes e de parte dos profissionais que atuam no HGP é com relação à falta de insumos, medicamentos e materiais para a realização de procedimentos médicos de rotina. O promotor de Justiça constatou que na Unidade de Tomada de Decisões (UTDI) havia apenas um enfermeiro para atender 30 pacientes. “Nos foi relatado que há falta de macas e cadeira de rodas para atender à demanda”, comentou Thiago Ribeiro.

Em nota, a SES informou em relação isso, ocorrem faltas pontuais e que a Secretaria vem trabalhando para manter o abastecimento, no intuito de ofertar uma melhor qualidade no atendimento ao paciente.

Na “sala vermelha”, local onde ficam os pacientes em estado grave e que necessitam de cuidados especiais, havia 18 pessoas internadas e apenas um médico atendendo. A recomendação é que a proporção seja de 1 médico para cada 5 pacientes. Recebemos a informação de que não estão sendo realizadas hemodiálises em função da falta de cateter, instrumento indispensável para o procedimento.

A SES ressaltou ainda que a unidade tem recebido uma grande quantidade de pacientes de baixa e média complexidade, encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidade de Pronto Atendimento (UPAS) de todo o Estado.

Conforme o MPTO falta de medicamentos é uma constante no HGP, de acordo com dados apresentados pela farmácia da unidade hospitalar. Nesta terça-feira, constatou-se a falta de mais de 20 medicamentos, inclusive alguns necessários para o tratamento de câncer.

A SES ressaltou que a visita do órgão ocorreu em um momento de grande fluxo em que os médicos determinam a classificação dos pacientes, "porém o número citado de pacientes nas alas não condiz com a realidade da unidade que recentemente tem apresentado redução no período de internação, aumento na quantidade de cirurgias eletivas e registro das menores taxas de ocupação dos últimos tempos no HGP". 

O Ministério Público do Tocantins informou que vai cobrar providências imediatas para a regularização do estoque de medicamentos, bem como sobre a organização da escala de profissionais para atender à demanda existente.