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Política

Sindepol/TO comenta dossiê sobre policiais civis apreendido com Marcelo Miranda e condena perseguição à categoria

02/10/19 15:36:01 | Atualizado em: 02/10/19 15:36:01

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Tocantins (Sindepol/TO), enviou nota à imprensa sobre as notícias publicadas na imprensa de que foram encontrados dossiês sobre dois policiais civis durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do ex-governador do estado, Marcelo Miranda.

Na decisão da Justiça Federal que determina a prisão de Marcelo, cita-se apreensão do dossiê em poder do ex-governador, sobre policias civis, inclusive com informação e levantamento de seus familiares.

O Sindicato afirmou em nota que não aceitará intimidações. "Não se pode admitir que em um Estado Democrático de Direito haja perseguição e intimidação ao trabalho da Polícia Judiciária, situação ainda mais grave quando levamos em consideração que na época da apreensão do dossiê, o alvo da ação desencadeada semana passada ocupava o cargo de governador. Novamente faz-se necessário ressaltar que a Polícia Civil do Tocantins é uma instituição de Estado, tendo por compromisso o irrestrito cumprimento da lei, não se curvando à vontade de determinado governo ou grupo político", pontuou o comunicado. 

Ainda conforme a nota, no Tocantins, a Polícia Judiciária investiga atos criminosos, como manda a lei, não importando quem sejam os autores.

"O fato que ora repercute só reforça a necessidade de que seja conferida autonomia à Policia Civil, para que os policiais e a sociedade tocantinense não sejam reféns de organizações criminosas que por ventura venham a ocupar cargos e dominar a administração pública com a intenção de satisfazer seus objetivos espúrios". 

O pai do ex-governador José Edmar Brito Miranda, Marcelo, e o irmão, José Edmar Brito Miranda Júnior foram presos na última semana durante uma operação da Polícia Federal. Marcelo foi preso em Brasília, no apartamento funcional da esposa, a deputada federal Dulce Miranda (MDB-TO). Brito Miranda foi preso em Palmas e o irmão do ex-governador foi preso em Santana do Araguaia (PA).

O grupo é investigado por manter um esquema de corrupção, peculato, fraudes em licitações, desvios de recursos públicos, recebimento de vantagens indevidas, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. A estimativa da PF é que o prejuízo causado aos cofres públicos chega a R$300 milhões.

O irmão do ex-governador Marcelo Miranda, Brito Júnior está preso na Casa de Prisão Provisória (CPPP), já Marcelo está detido no Quartel de Comando Geral da Polícia Militar em Palmas.