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Legislativo

Vereadores envolvidos em 'mensalinho' retornam ao trabalho na Câmara de Augustinopólis

13/08/19 16:32:26 | Atualizado em: 13/08/19 16:32:26

Os vereadores da Câmara Municipal de Augustinópolis que estavam afastados, voltaram ao trabalho nesta segunda-feira, depois da Justiça negar o pedido de afastamento dos parlamentares. Por conta da ausência dos vereadores as sessões não estavam acontecendo desde janeiro deste ano. 

Nesta segunda 10 vereadores estiveram na Câmara. Com a decisão da Justiça, Antônio Barbosa Sousa, Antônio José Queiroz dos Santos, Antônio Silva Feitosa, Francinildo Lopes Soares, Marcos Pereira de Alencar, Maria Luísa de Jesus do Nascimento, Ozeas Gomes Teixeira, Wagner Mariano Uchôa Lima e Ângela Maria Silva Araújo de Oliveira retornaram à casa de leis.

De todos os vereadores que retornaram, apenas Edvan Neves da Conceição continua afastado, porque teria ameaçado de morte outro parlamentar. O cargo foi ocupado pelo suplente Reinaldão (DC). Porém, agora mesmo com a volta ao trabalho, os parlamentares vão continuar respondendo ao processo judicial. 

No início do mês, a promotoria de Augustinópolis solicitou que os parlamentares da cidade que foram afastados por estarem envolvidos em um esquema de corrupção continuassem longe dos cargos.

Dez dos onze vereadores da cidade foram cassados pelos suplentes, e, em julho, o juiz Jefferson David Azevedo Ramos decidiu suspender a decisão da Câmara e acatou o pedido da defesa dos parlamentares, afirmando que o processo foi de interesse dos suplentes que assumiriam a vaga.

Em março desse ano o Ministério Público Estadual denunciou os vereadores que foram presos na Operação Perfídia, em janeiro, acusados de constituir e integrar uma organização criminosa com o objetivo de obter vantagem indevida em razão dos cargos públicos exercidos. A denúncia é do promotor de Justiça Paulo Sérgio Ferreira de Almeida.

A Polícia Civil descobriu que na Câmara havia um esquema de cobrança de propina, uma espécie de mensalinho, para aprovação dos projetos enviados pela prefeitura da cidade. O esquema movimentava cerca de R$ 40 mil por mês e os parlamentares recebiam valores que podiam chegar a R$ 8 mil.

Agora, o MPE pediu que os vereadores permaneçam afastados dos cargos por mais 180 dias. "O crime de corrupção contra a administração pública que está sendo apurando é incompatível com o exercício concomitante do cargo público, pois garante aos réus meios para tumultuar a ordem da câmara municipal e a administração do município".

O pedido ainda inclui o afastamento do secretário municipal Paulo Esse da Silva Ramos e do chefe de controle interno do município, Pedro Coelho Amaro Júnior. Para o MPE os dois também teriam envolvidos nas condutas criminosas que contribuíram para o esquema de pagamento de propinas.