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Tocantins

Desembargador Liberato Póvoa sai do coma e faz post em redes sociais

27/05/19 11:05:09 | Atualizado em: 27/05/19 11:05:09

Após ficar internado por mais de dois meses para o tratamento de um câncer na bexiga em Goiânia (GO), o desembargador aposentado do Tribunal de Justiça (TJ-TO) Liberato Póvoa fez um post nas redes sociais atualizando seu estado de saúde. 

Liberato foi internado em março, em estado greve, depois de uma cirurgia na bexiga com complicações. Ele ficou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para a retirada dos tumores. 

"Quando dei por mim, já estava numa UTI, com ela (a esposa Simone) ao meu lado, e passei dois meses praticamente inconsciente, sem me dar conta se estava vivo ou morto, mas com as graças de deus e com a preciosa presença da minha esposa, minhas filhas e amigos, às vezes com a sensação de passar furtivamente momentos de eternidade. Depois que recebi alta do neurológico, fui saber por minha mulher e amigos mais chegados que fiquei 15 dias em coma induzido e mais de 45 na UTI, mas embora todo este tenha estado todo este tempo literalmente fora de mim, soube por notícias posteriores dos amigos que foram visitar-me, inconsciente em um leite que se assemelhava a um leito de morte". 

O magistrado aposentado foi alvo da Operação Maet, deflagrada pela Polícia Federal em 2010. O inquérito apurava o envolvimento de membros do Judiciário tocantinense em um suposto esquema de venda de sentenças e manipulação no pagamento de precatórios.

A investigação resultou na Ação Penal nº 690, no STJ, e em Processos Administrativos Disciplinares (PAD) no CNJ. Na ocasião, quatro desembargadores foram afastados sob suspeita de ligação com o esquema: Willamara Leila de Almeida, Carlos Luiz Souza, Liberato Póvoa e Amado Cilton Rosa.

Willamara Leila de Almeida e Carlos Luiz de Souza foram aposentados compulsoriamente. Liberato Póvoa se aposentou por idade do cargo.