Tocantins

Para Sintet, deputados federais e estaduais devem pressionar o governo e evitar cortes na Educação

16/05/19 14:30:48 | Atualizado em: 16/05/19 14:30:48

Para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), o dia 15 de maio foi marcado por “aulas nas ruas”. De acordo com a entidade, nos protestos que reuniram trabalhadores e trabalhadoras em Educação, juntos com estudantes, pesquisadores, movimentos sociais reuniu cinco mil pessoas em Palmas para manifestar contra o corte de verbas da educação básica e superior anunciada pelo governo Bolsonaro.

Além de Palmas, no Tocantins, segundo o Sintet os atos públicos e manifestações aconteceram em Araguaína, Arraias, Aurora do Tocantins, Ananás, Abreulândia, Augustinópolis, Araguatins, Caseara, Cristalândia, Colinas do Tocantins, Colméia, Combinado, Conceição do Tocantins, Divinópolis, Dianópolis, Gurupi, Lagoa da Confusão, Mateiros, Miracema do Tocantins, Novo Alegre, Porto Nacional, Peixe, Sandolândia, São Valério, Talismã e Tocantinópolis.

A adesão à Greve Nacional da Educação chamada em todo o país pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), com apoio das centrais sindicais atendeu as expectativas das organizações. “Conseguimos mobilizar a classe trabalhadora para juntos com os estudantes protestarmos contra as maléficas medidas desse governo tirano que despreza a Educação, com grande adesão conseguimos protestar nas ruas a nossa indignação diante de tamanhos retrocessos para a classe trabalhadora”, disse o presidente do Sintet, José Roque Santiago.

A Greve Nacional da Educação deste 15 de maio teve como mote a luta contra o desmonte da aposentadoria, adicionado aos cortes dos investimentos da educação. As mobilizações continuam rumo à greve geral da classe trabalhadora marcada para o dia 14 de junho.

Manifestação na Assembleia Legislativa

Em Palmas, a manifestação em frente à Assembleia Legislativa reuniu à comunidade acadêmica e de docentes da Universidade Federal do Tocantins (UFT), do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), dos movimentos sociais, culturais e sindicais. Professores das redes estadual e municipal de Palmas também participaram. Faixas, cartazes, tambores, megafones e caixas de som ressoavam palavras de ordem em gritos, vinhetas, jograis e marchinhas no protesto contra o governo.

Sessão popular

Em meio aos protestos, a sessão ordinária da Assembleia Legislativa foi suspensa dando lugar a uma sessão popular com intuito de ouvir os representantes dos movimentos que participavam das manifestações. Entre os convidados, o presidente da CUT/SINTET, José Roque Santiago, o reitor da UFT, Eduardo Bovolato, diretores do IFTO, o represente da Frente Brasil Popular (FBP), Vinicius Luduvice, o representante dos estudantes, Guilherme Dourado. O presidente da CUT/Sintet, José Roque Santiago ao fazer uso da fala denunciou os desmandos do governo federal e cobrou apoio dos parlamentares contra a reforma da Previdência. “Os deputados estaduais precisam se comprometer com a defesa da aposentadoria, conclamamos que os deputados federais e senadores desse Estado sejam convocados para se posicionarem em defesa do povo e que seja realizado uma audiência pública para juntos, parlamentares e a sociedade discutirmos os impactos da reforma da Previdência em detrimento ao desmonte da aposentadoria”, disse Santiago.

José Roque também ressaltou sua preocupação com o corte de verbas da educação. “É preciso que o parlamento estadual e federal pressione o governo quanto a esse massacre que é o corte dos investimentos na educação, não podemos adimirtir que sejam fechadas nossas escolas e universidades”, concluiu o sindicalista.