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Dinheiro

Sem previsão de retorno, servidores públicos não estão conseguindo contratar consignados; Secad admite que falta de repasse por parte do Estado é motivo principal

13/03/18 17:11 | Atualizado em: 13/03/18 17:07

Os servidores públicos do Estado estão há quase dois anos sem poder fazer empréstimos consignados junto aos bancos por atrasos nos repasses por parte do governo estadual para as instituições financeiras. De acordo com a gerência de consignação da Secretaria de Administração, a Fazenda não deu previsão de quando irá negociar com os bancos.

Conforme informações da Secad, apesar de alguns convênios estarem vigentes, os bancos não estão operando os consignados para os servidores por causa de pendências nos repasses por parte do governo que está com débitos em atraso.

O que acontece é que, apesar do dinheiro da parcela do consignado ser descontado do salário do servidor, ele não é repassado para as instituições. Em alguns casos, por causa do não pagamento, alguns servidores tiveram o nome negativado em instituições de crédito por conta do atraso.

Segundo a Secad, a Caixa Econômica foi o último banco a oferecer o consignado aos servidores públicos, suspendendo as operações no último dia 20 de fevereiro deste ano. O Banco do Brasil não está oferecendo os consignados desde 26 de dezembro de 2017. Já os bancos particulares (Bonsucesso, Policard e Bradesco), apesar de estarem com o convênio vigente junto ao governo, também não estão realizando novos contratos. A novela dos empréstimo consignados começou ainda em 2016. 

Em nota, a Secretaria da Administração informou que a responsabilidade dos consignados é da Secretaria da Fazenda, que por sua vez, não respondeu aos questionamentos desta reportagem.  

No Tocantins, o promotor Edson Azambuja afirmou que a prática adotada pelo governo, de descontar o valor referente a parcela do crédito consignado do salário dos servidores e não repassá-las aos bancos, utilizando assim o recurso para outros fins, é mais grave do que as pedaladas fiscais feitas pela ex-presidente Dilma Rousseff.