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ESTUPRO COLETIVO

Decisão de afastamento de delegado do caso de estupro no Rio é adiada

Magistrada diz que seria precipitado tomar decisão sem ver inquérito

29/05/16 16:25 | Atualizado em: 29/05/16 16:01

Alessandro Ferreira/G1
A juíza Ângela Costa, do plantão do Tribunal de Justiça do Rio, adiou neste domingo (29), uma decisão sobre o pedido das advogadas da menor de 16 anos - que denunciou ter sido vítima de um estupro coletivo há uma semana - para que a investigação fosse desmembrada e o delegado Alessandro Thiers, da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) cuidasse apenas dos delitos que envolvem a divulgação de vídeos e fotos nas redes sociais. Com isso o processo será remetido nesta segunda-feira (30) para uma vara criminal.

As advogadas querem que caiba somente à Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente Vítima (Dcav) a apuração do crime de estupro.
No Facebook, Eloisa Samy, uma das advogadas da adolescente, afirmou que Thiers já saiu da investigação sobre o estupro coletivo e que o inquérito foi desmembrado. "Vitória das mulheres!!!! O Delegado Alessandro Thiers da DRCI não é mais o encarregado pela investigação do estupro coletivo! A medida foi determinada pela juíza do plantão noturno do Tribunal de Justiça, a qual determinou o desmembramento do inquérito para que as investigações sejam, daqui por diante, conduzidas pela Delegacia da Criança Vítima - DCAV", comemorou.

A magistrada do plantão judiciário disse não ter condições de julgar o caso, uma vez que teve apenas o termo da declaração das advogadas. A juíza não teve acesso ao inquérito e não poderia dar qualquer decisão baseada apenas no documento apresentado pelas advogadas.
Na decisão, a juíza diz que sem acesso ao inquérito para melhor avaliação do caso “não vislumbro a presença de elementos hábeis para permitir, a de forma segura, o deferimento das medidas pautadas, ao menos por ora”.